Mãe um dia


227506_180960131952929_5669559_n (1)Mãe, um dia ofereci-te orquídeas, as tuas flores de eleição e não as quiseste. Ficaste com elas, contrariada para me fazer a vontade, porque as flores dão muito trabalho, e tu preferias um belo perfume ou algo similar.
Recordo-me que foi num dia em que se celebrava o “Dia da Mãe”. Recordo-me tão bem. O carinho com o qual adquiri aquela orquídea. Foi difícil escolher. Tive que pedir ajuda a uma senhora que comigo desabafou ter duas filhas e nenhuma delas se lembrar dela, nem sequer um telefonema! Fiquei estarrecida. Fiquei com vontade de abraçar aquela mulher, inclusive e disse para mim mesma que talvez não ser Mãe como eu talvez não fosse assim tão mau.
Fui para casa oferecer-te a bela orquídea branca que havia comprado, à espra do teu sorriso. Sabes bem o quanto adoro oferecer flores…Mas, ironia do destino, em vez disso tive um sorriso a pedir favor para se fazer anunciar e uma série de situações a dizer que não tinhas tempo para cuidar de flores de interior…nem sequer de uma mera orquídea.
Minha querida e adorada Mãe, meu grande Amor, como somos diferentes! A orquídea claro que morreu, e eu aprendi a lição. Flores para ti jamais! Só quando tu já não as puderes reclamar…
Hoje ofereço-te somente as flores da minha alma transbordantes de palavras, nos teus cabelos de ébano e de essência, aquelas que nunca saberei dizer.

© Célia Moura

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