RETORNO


retornoRETORNO
Somente pressinto sangue, seiva e suor de mim,
Minha Mãe de alento, meu vértice de Tempo.

Do que fui, a ira de Deus principiou,
Entre mariposas loucas beijando gargalhadas de mim,
Em todos os estilhaçados cravos do Jardim

No sangue vislumbro uma Paloma branca que findou, na súplica,
Um breve Lilás que a raiva não tomou,
E na minha loucura,
Um feixe de luz que o dia não incendiou.

Pressinto ainda o fado e a aurora negra que a calma
Contratou.
Todos os pinheirais que o fogo deliciou.

Na seiva, esta Vida interdita, Vida maluca, Vida magnífica
Que à margem da ribeira me contemplou.
Sou a peregrina do chão.
Todas as pedras me beijaram.
Baptizada nas águas do riacho, me apadrinharam.

Ai, minha Mãe,
Minha Mãe de alento, vem de novo até mim,
Por compaixão!
Somente para brindarmos esta saudade,
Este sangue, esta seiva e suor de mim

Ao Escritor, ao Poeta, ao Homem, mas principalmente ao Amigo,
Fernando Pinto Ribeiro
Uma Paloma Branca te levou Poeta para Voares Rumo ao Infinito…

© Célia Moura – “Enquanto Sangram As Rosas…” (p. 113), 2010

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