O RISO DOS CRAVOS


1621803_615598461857313_742097772_n (1)O RISO DOS CRAVOS
Em que estrondo me desfaço e estilhaço,
Quando somente desejo as pétalas
De todas as flores
Dos teus canteiros
Que já não tens,
Minha Mãe.

Saberás tu Mãe que não te direi adeus!
Que sempre hei-de permanecer no teu Jardim.

Em que orgias de êxtase e de lamento ouso gritar ainda,
Minha voz de inércia corrompida,
Minha última vénia
Às damas da utopia?

Ai, minha tremenda anarquia,
Meus jardins de estilete,
Para onde ides, tão longe?

Meus vértices, minhas catarses,
Ou amarguras
De que campanários me desprendo ainda?

Ai ninfas dos meus sorrisos, flores pálidas do meu regaço, ide!

Ide entre estrondos e estilhaços de gritos breves,
Ide saudar a Vida,
Minha adorada Mãe!

À criança de minha Mãe

© Célia Moura, in “Enquanto Sangram As Rosas…”
(Pino Daeni Paintig)

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