Exilados


264341_197273780321564_5828332_nExilados,
Eu e tu meu irmão
Neste cântico que nos cativa
Em labaredas de inércia
Perante dúbios risos
De catástrofe.

E, esta selvagem suavidade
De seda,
Afrontando-nos
Em suplício fechada!

Utopia,
Meu irmão
Na poesia das vagas
Escancarando amarras
Ao relógio do desassossego
Enquanto abomináveis sanguessugas
Estancam em devastados corpos…
Aniquiladas!

Ficámos nós,
Meu irmão de ilusão
Rodopiando entre o sonho, as causas
E a servidão!

Tudo vago,
Nesta vigília de cinza triunfante
E nós,
Percorrendo as margens do abismo
No exílio, vencidos
Mas não derrotados
Sequiosos de férteis planícies
Enganando abutres.

© Célia Moura – Do livro “Jardins Do Exílio” 04/07/2011

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