ENTRE AS ROSAS


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Exímia, ó altiva
Entre os roseirais
Porque não te consomes ainda?

Não sabes tu que és utopia?

Escarneces tu ainda da mais alva Sabedoria?

E, crês que teu Amo te corteja mais que as outras?

Ó crente, ó rainha de todo o jardim, como és inocente,
Como és cativa!

Tu que nasceste da eleição Divina,
Brada agora com mais ênfase,
Esse envolvimento!

Irmãs tuas te suplicam humildade,
Irmãos teus, esses cravos que desprezas te gritam
Liberdade,
Porém tu, ó altiva, entre as mais castas, aveludagem rubra
Entre a penumbra da tarde,
Convocas algo mais.

Eu mesma te chamo, ó rainha,
Ó altiva!
Também os sobreviventes desta Era te invocam algo mais!
Que o sangue desta Terra seja apenas o sangue e o suor de cada dia,
Que a jornada,
Por vezes tão árdua se converta em preces, ao Redentor das mágoas,
Ao Sumo Pontífice de todas as ênfases!

Exímia, ó altiva
Entre os roseirais
Porque não te consomes ainda?

É tão árdua a jornada!

© Célia Moura – “Enquanto Sangram As Rosas…”

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