AS MÁSCARAS DA INQUIETUDE


484681_511483302233942_1067222641_n (1)AS MÁSCARAS DA INQUIETUDE
De que máscaras me vestis,
Ó corrupta soberba,
Entre lírios, cedros e jasmim?

Ó hipócritos rostos de soberba,
Transbordando risos vãos, tal e qual
As hienas,
De onde viestes?
De que fosso, ou de que lodo,
Zombais continuamente?

Eis a plena inquietude,
Dispersa,
A bocejar no sossego do Jardim,
Por algumas mãos esculpido
Num palco de marionetas!

E, esses claustros
Corroendo as entranhas à ilusão,
Na devassidão das condessas!

Que nascentes compulsivas brotam
Selvagens,
Incansáveis,
Na minha alma?

Eis-me aqui,
Tersa e serva,
No palácio do fim,
Deambulando asfixiadas lágrimas
Em viciadas palavras,
Por entre os claustros escarnecedores
Do Jardim,
E o voo castrador
Dos negros melros
Que me enlouquece
A cada instante.

© Célia Moura – Do livro “Jardins Do Exílio”
(Ilustração – Kassandra Photography)

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