A IRA DE DEUS


402085_295093163872958_1621070288_n (1)A IRA DE DEUS
Profetizamos ainda o mel na ira de Deus,
E nos olhos famintos das crianças
Descansamos a crueldade existente de um término
Em balões lilases.

Incendiamos todas as preces já vencidas,
Veneramos as próprias mãos ao céu erguidas…
…caminhamos!

Na ira de Deus, permaneço constantemente inconstante,
Absorta de qualquer fado ou alquimia.

Sabe-me a fel toda a Verdade.
Nada de utopia!

Tudo o que me cala neste cativeiro, faz-me gritar
No singular fogo de todas as iras,
Faz-me rir em catadupa de arcanjos,
Para logo prantear a Tua magnificente Presença,
Ausências de rosto enrugado perante todas as açucenas.

Na raiz dos povos,
Descanso este cansaço,
Embriaguez de seiva e de finito,
Grito por tantos outros tantos gritos,
Calado!

© Célia Moura – Do livro “Enquanto Sangram As Rosas…”

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