Maria


427403_301042473278027_658963361_nMaria já se encolhia se alguém se chegava perto do seu corpo com alguma intimidade.
Há quanto tempo não tivera um carinho, um abraço!
Não se lembrava do último que recebera, mas lembrava-se do último que dera.
Abraçara vigorosamente com toda a sua alma, porém sem retorno algum, como se fosse um corpo morto, folhas secas perdidas pelo chão de Outono.
Encolhia-se em si própria e por vezes era ela quem se abraçava num conforto qualquer, em silêncio.
Dançava semi-nua no esplendor da sala com incenso a alecrim e notas de piano doce.
Rejeitava qualquer toque de impulso, porém…
Maria só desejava um abraço.

© Célia Moura

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