Agreste é o vinho


agreste-o-vinhoAgreste é o vinho
Que me despedaça a pele
Quando me bebes
Assim,
Sôfregamente
E me deslizo neste néctar suspenso de nós
Onde todos os gritos me sabem a mel
E a sal.
Azul
É o teu fato
Onde me prendo e desfaço
Pois que não te saboreio mais
E ouso o cadafalso!

Agreste foi o vinho
Da nossa embriaguez
Aquele que renego
E já não sei cantar num fado.

Agreste,
O filho sonhado!

© Célia Moura – A publicar “No hálito de Afrodite” (11.Agosto.2013)
(Ilustração – Emmanuelle Brisson Photography)

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