A VALSA DO SOL


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Eu vi a valsa do Sol,
Incandescente,
Qual bênção divina,
Nos olhos aflitos de todas as crianças tristes.

Excelso segredo,
Ventura a fogo ungida,
Ouro, mirra, incenso,
Memorial de existência!

Eu vi a valsa do Sol, enamorada.
Era bela!
Inflamada graça,
entre o tumulto de todas as dispersas vozes!

E, se fez amor.
Sublime enleio,
Radiantes pérolas negras,
nacaradas,
adornando ninfas…

…Prenúncio de predestinado beijo
ao etéreo roseiral.

Eu vi a valsa do sol,
Esplêndida e forte como um archote,
Em delírios de corte.

Sim, ateada ao vento norte!

Nada mais saberei,
Além da Altíssima Sabedoria!

Vi somente a lauta valsa do Sol,
Entre todos os lamentos, risos ou tormentos
Tiaras de luz na fronte
Dos amantes.

Sim, eu sei que vi a valsa do Sol
Rodopiando defronte ao infinito,
A dançar comigo…
…nossos dois corpos em cópula

© Célia Moura – “Enquanto Sangram As Rosas…”
(Imagem – Google)

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