NUA, NAS MÃOS DO INFINITO


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No transe e no transir,
que me faz vibrar em apoteose,
danço,
qual louca bailarina.

Não!
Não tenho ensaios!

Dou-me por inteira,
abraço a música,
nela faço amor pleno!

Reclamo sempre mais!

Quero espaço,
mais um hino,
um destino!

Tudo me escasseia,
como areia entre as mãos…

Tudo me basta,
tudo me sufoca,
porque na verdade nunca nada me bastou, ou bastaria!

E, neste transitório transe,
sou igual a vós!

Diferente,
Porém igual!

De um ventre nasci,
para outro ventre irei,
mas enquanto estou aqui viva
no embrião dos dias,
roçando meus seios nus nas mãos do infinito,
a vibrar sempre, desmedida e compulsiva,
num hino, num grito,
ou em cálices de puro absinto,
Que ninguém me cale,
pois que não consinto!

Clamarei sempre, sempre,
sempre…
mais um Destino,
um pouco mais além!

© Célia Moura
(Ilustração – Obra de René Magritte)

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