O Amor


309734_464748333574106_1189751482_n (1)O Amor
Sinto-me faminta de Ti,
Ó Humanidade,
Mais que à Pátria berço,
Sou tua!

Rasgam-se-me todas as dores,
Exalto tuas alegrias breves,
Neste efémero alento,
Cujo Tempo me concede ainda,
Benção Divina de estar aqui,
Para te poder cantar,
Para te poder amar!

Sou a estilhaçada do vento,
A areia ressequida, cuja única verdade,
És tu, meu mar,
Quando me vens saciar.

Sinto-me cada vez mais sôfrega de Ti,
Ó meu estagnado País!

Que brutal impotência!

Mas, como poderei eu declarar-te
Esta paixão,
Se tudo me é vedado?!

Quem sou eu afinal?!

Quem sou?!

Sou pequena sardinheira entre cardos,
Uma sardinheira a sonhar rasgar-se
Sempre mais,
Para somente fazer vibrar
O teu ventre,
Ó Pátria amada.

Pátria Mãe,
Humanidade de meu sangue faminto,
De Amor a resplandecer luz e devoção
Em todos os rostos da desumanidade
Sem tréguas.

Mas, eu sei!
Sim, eu sei que sei!

O Amor vencerá todas as trevas!

© Célia Moura (Inédito)
(Ilustração – Obra de Vladimir Kush)

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