Meu amor de cadência


734078_419175984832896_1483181802_n (1)Meu amor de cadência
balançando hinários de estrelas
nos olhos do silêncio
a trespassar imensidão
pelas searas de vento,
esculpindo em pranto
o desalento,
de que abandono me vestiste?

Minha alma nocturna de tormento
não floresce,
exilada do teu corpo, ainda grita
vigílias.

Meu amor, de fogo revolvido,
no odor silvestre colhido
pelos vales encantados da paixão e do mel
reclama ainda, o amanhecer em preces na berma
do meu corpo, onde outrora sorriam,
eternas,
todas as açucenas brancas.

© Célia Moura – Do livro “Enquanto Sangram As Rosas…”
(Ilustração – Obra de Mark Arian)

Anúncios

Deixar um comentário:

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s