Que me arranque do chão


577212_480849675297305_1234861538_nQue me arranque do chão
Esse grito
De silêncio
E puro absinto
Porque a vereda é larga
E eu sou somente
Pensamento
Sofrendo em mim
Orgásticas gargalhadas
Vindas do nada
E do transe
Em gemidos de nenúfares
Enamorando-me de azul
Sôfregas penetrações
De Luz
E negra organza
Nessa tela
Onde os corpos se entrelaçam
E dançam
Os ritmos
Desta masturbação
Feita deste odor de mim
E cravos.

© Célia Moura – A publicar – “No hálito de Afrodite” – 2013
(Ilustração – Foto de Alexander C. Kokkinos)

Anúncios

Deixar um comentário:

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s