POEMA


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Toda a noite te enrocaste
Ao meu sono
Nessa ânsia primitiva
De grito
E ficaste ancorado
No meu desassossego
Engasgado como uma espinha na garganta.
De noite
Navegas por mim
Por todas as artérias da minha ousadia,
É no limbo que me entrelaças
Como amante,
No teu exílio que escorrego
Entre lençóis de pura seda, loucura,
Jazz e silêncio das tuas mãos
Nos mamilos de Vénus
Sabor de Poesia.

© Célia Moura – 21 de Março /2013
(Ilustração – Irina Todorova Kuneva)

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