PÚRPURAS, AS ROSAS


beautiful-purple-rosesPÚRPURAS, AS ROSAS
De minhas mãos, algures estendidas,
Para além de toda a dádiva
Que escorresse o néctar da alegria,
Esta perda de mim,
Em mim,
Entre lírios e alfazema,
No sussurro dos Jardins suspensos.
Embrionário retorno,
Em silêncio concebido e manifesto,
Entre o tudo que dei,
No todo que desejei,
Desprendida do nada!
Gestos vãos ao céu consagrados,
Sem pretensão de galardão,
Eis-me assim,
Em todas as despedidas,
Despida!

De minhas fatigadas mãos,
Naúfragas ao vento,
Arrancando a cor dos rostos…
…Debandada!

Noutras mãos talvez, de renúncia,
Muito para além da perdição de mim,
Ausências,
Em metamorfose de púrpuras rosas.

© Célia Moura – Do livro “Enquanto Sangram As Rosas…”

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