O Dia da Partilha


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Tenho andado a pensar; sim porque eu penso muito, por vezes vem-me um cheiro a queimado, vou investigar e não tenho nada ao lume. Pois, claro que não pode ser, sou um desastre na cozinha, por isso não me deixam aproximar muito dos tachos nem das panelas, a não ser que eu finque o pé e vá fazer os meus chás e outras tarefas sem grande importância…mas, por vezes é um odor a esturricado, um dia percebi que eram os meus pobres neurónios, os poucos que me restam.

Também ando um pouco proibida de pensar demais. É óbvio que refilo sempre com a célebre frase de Fernando Pessoa, ou melhor Alberto Caeiro “pensar incomoda como andar à chuva”, e por isso nós somos a sociedade que somos e blá, blá, blá…às tantas já ninguém me ouve, e continuo a pensar indefinidamente…

E foi num desses meus “gloriosos” pensamentos que tive a brilhante ideia de instaurar dias comemorativos também.
Ah pois! Porque não?!
Ontem comemorou-se o dia do abraço e foi lindo.
Eu sou adepta de uns belos abraços com a alma toda, assim daqueles da malta ficar sem fôlego.
Por mim andaria por aí feita tonta a abraçar toda a gente, mas iriam logo mandar internar-me como é óbvio. Onde é que isto já se viu?
Acredito firmemente que os afectos curam imensas maleitas e aflige-me quem não consegue dar um abraço. Conheço uns quantos assim.
Mas deixemos a minha teoria dos afectos à margem, já há por aí muitos teóricos a explorar a coisa…

Falava eu da instauração não da República, pobre República, valha-me a Sr.ª da Agrela, não falemos disso que é mau, mas da instauração de mais um dia comemorativo, ou vários.
Este seria o dia da partilha.
Afinal, já que existem dias para tudo, porque não existir o dia da partilha?!
Passo a explicar. Nesse dia todos nós partilharíamos algo com alguém, principalmente se esse alguém não nos pudesse retribuir o acto. Que fosse algo espontâneo, genuíno e cujo valor do objecto da partilha não tivesse grande importância monetária, isso seria consoante o poder económico e a vontade de cada um. Simples assim.

Pensem nisto e partilhem-se!

© Célia Moura
(Imagem – Felipe Morin Photography)

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