Quem dera


946649_495007983916362_1538762191_nQuem dera,
degustar,
morder o sangue à raiz
da saudade
fincar o pé
na ferocidade das partidas,
sugar-lhes a ternura
de um só momento
para cravar na pele
e não na alma
as madrugadas de
todas as ausências.

Ir até ao cais
e partir de mim.

© Célia Moura – A publicar
(Ilustração – Firman Hanan Boedihardjo Photography)

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