Nós somos as vozes da jornada


1531698_582563608494132_393624336_n (1)Nós somos as vozes da jornada,
A erecção dos cravos ao som da guitarra, do batuque,
Pela madrugada.

Nós somos as mãos que gritam em mil gestos obscenos,
A desobediência que nos foi imposta

Nós somos o sal da terra,
O hino que ainda soa e atordoa
Incrédulos ouvidos,
Trazemos a bandeira em haste
Herança de nossos pais.

Somos os trapezistas, somos os equilibristas
No precipício do vosso punhal
E se sangramos ainda é porque a máquina do Tempo
Nos não consumiu.

Nós somos o arado, somos a seiva,
Somos os Homens da rua, dos apartamentos e das moradias…
Nós somos as vozes da jornada!

Nós somos a infâmia que se derrama na História,
E vós sois nada!

Nós somos o pão amassado, partilhado à mesa da “pedra filosofal”,
Caminhamos na coragem rumo ao efémero Poder de vós,
Rosa dos ventos nos pertence
E a memória dos nossos avós rejubilará extâse
Em qualquer recanto, aldeia ou cidade
Onde nossas mãos se esgueirem
Iuminando a Verdade como archotes.

© Célia Moura – A publicar – “Terra de Lavra”
(Imagem – Instagram Liga de Lisboa e São Francisco)

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