NAS RUAS


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Como um laço
Prendo-te com as pernas
Os momentos em que saboreias
Moët & Chandon, teu arco de triunfo
E mordisco-te a boca ébria de sonhos,
Rubra de vontades fúteis.

Estilhaço a garrafa entre meus estilhaços
Mais tarde quem sabe,
Farei deles um poema ou uma obra de arte.

Como um laço
Entrelaço-te ao meu corpo,
Quero que sintas a vida da janela do quarto
A azáfama da cidade grande,
Os olhos das gentes em nós,
A maldade, a bondade, o sofrimento,
As crianças que pedem esmola,
Aquela mãe em desespero que chora,
Aquele pai que hoje sem saber porquê perdeu o emprego…

Como um laço
Sinto tua mão na minha, teus dedos agarrados nos meus
Firmes, e lado a lado
Caminhamos nas ruas da cidade linda e absurda.

© Célia Moura – ( a publicar)
(Ilustração – Antoine Blanchard Painting)

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