A ALEGRIA DO FADO


1959383_601889353228224_1278051203_n (1)A ALEGRIA DO FADO
Deixai-me com o branco corrompido e inerte
Das paredes,
Com as lágrimas incessantes,
Com as plumas e as pérolas,
Com a nostalgia violenta,
Porém doce,
Do fado
Que me alegra a alma desfeita
No coração, e no auge das madrugadas!

Deixai-me com o riso e a dor,
Com a imensidão limitada
De mim mesma!

Deixai-me ser a vida inteira
Num momento,
Alvorada plena,
E liberdade a esvoaçar quimeras,
Perante a dúbia arrogância,
Inscrita em lábios de soberba!

Deixai-me somente
Com o branco corrompido e inerte das paredes!

© Célia Moura – in “Jardins Do Exílio”
(Antonio Tamburro Painting)

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