Último Poema


Último Poema
“Até logo, até logo, companheiro,
Guardo-te no meu peito e te asseguro:
O nosso afastamento passageiro
É sinal de um encontro no futuro.

Adeus, amigo, sem mãos nem palavras.
Não faças um sobrolho pensativo.
Se morrer, nesta vida, não é novo,
Tampouco há novidade em estar vivo.”

Serguei Iessiênin

(1925) – Tradução de Augusto de Campos
(Iessiênin escreveu o poema acima com o
próprio sangue ao se suicidar cortando
os pulsos e se enforcando em seguida.)

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