Execução


nullExecução
Vertem dos poros destes dias
A náusea esbugalhada e fria
Da fome a escorregar silêncios
Pela sarjeta
Esse grito 
Que já não te sai da boca seca
Dos ossos fracos
Do teu corpo doente,
E é feito não já de qualquer raiva mas de alienação.

Antes andar a pedir na rua, que burocratizar em Instituição,
Antes buscar faminto em contentores de lixo,
Que te iludam a miséria
Com sorrisos de comiseração!

Ah vil ser humano que condenas teu Irmão!

Ah ser-se humano e ter a consciência que o único tecto possível
Talvez venham a ser as tábuas do seu caixão,
Ou somente um pedaço de terra do chão!

© Célia Moura – (a publicar)
(Sebastian Luczywo Photography)

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