Sorrisos para ti Mãe


1450089_739685939448564_1813343705544050655_nSorrisos para ti Mãe
Tenho uma fenda na parede da minha alma
Mãe,
Esta alma tão rasgada,
Escorrendo palavras pelas veias,
Pelo sangue que sendo teu
Jamais o entenderás.

Este Amor onde me encerro, hiberno
E permito ousar ainda no teu regaço
Mãe,
Saboreando pão com marmelada e sorrisos.

Ai desvairadas orquídeas a doerem-me na garganta…

Ah teu cabelo, minha mais pura giesta,
Meu lençol de linho!

Não me recordes no hoje, nem no amanhã
Mãe,
O tempo levou-te para longe de mim,
Ainda que te traga inteira, intacta
Na simplicidade de um abraço terno,
Eterno,
Flamejante quanto um campo de trigo
Despontando papoilas e continue saltitando
A chupar azedas,
Enquanto tu continuas a fazer marmelada,
E eu já não a possa saborear,
Mas continuarei a sorrir-te sempre Mãe,
Enlaçada ao teu peito de Musa
E jamais te direi adeus.

© Célia Moura – poesia
(Elena Shumilova Photography)

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