Mensagem para a “filharada” já adulta


11038105_798606340188302_1087100319726554050_nMensagem para a “filharada” já adulta que ignora seus pais
Como sou filha e não sou Mãe, porém conheço demasiados casos de amigos que sofrem com o desprezo constante e a falta de respeito das suas “crias”, a quem deram tudo – esse é que foi quanto a mim o grave problema – mas não me compete julgar ninguém, porém tenho legitimidade para dar a esses “fedelhos” mentais tenham eles a idade que tiverem, talvez até a minha um abanão, umas palavrinhas bem suaves.

Quando eu era uma catraia e a minha Mãe se zangava comigo, ela dizia alto e bom som “Filho és pai serás, como fizeres aqui acharás”. Saiu-lhe como costumo dizer o “tiro pela culatra” por infelizmente ou quem sabe felizmente a vida não me proporcionou deitar crianças ao mundo.

Não tive uns maus Pais, mas a vida nunca me foi fácil.
Ter uma simples boneca tipo “Barbie” na minha geração tinha outra designação, foi algo que custou demasiado ao meu Pai por exemplo, enquanto todas as minhas amigas tinham várias.
No entanto se algo aprendi foi isto. Respeitar Pai e Mãe, não importa o que sejam o que fizeram ou deixaram de fazer, com excepção evidentemente de aberrações, não é disso que estamos a falar.
O mesmo respeito os Pais devem ter para com os filhos, no entanto cada vez mais constato o inverso e se dantes lamentava não ter tido filhos, neste momento não lamento assim tanto.
É uma angústia ser ouvinte de tantos desabafos de Pais, sinto-me tantas vezes revoltada.

Muitas vezes ouço dizer que pelos filhos se faz tudo, pois eu digo que pelos pais os filhos também deveriam fazer tudo.

Para os “meninos e meninas” que andam amuados com os papás a fazerem birras infantis e chantagens de anos, eu tenho uma última coisa a dizer:
– Epá, deixem-se de merdas!

Aproveitem os Pais que Deus ou o destino vos deu, mas aproveitem-nos bem, porque nunca saberão quando um dia o telefone poderá tocar com a derradeira notícia – é filho de…?
– Sim sou.
– Lamento informar, mas seu Pai, sua Mãe faleceu!

Não se arrependam depois meus queridos, nem uma lágrima sequer!
Foi tarde demais!

© Célia Moura, 20.III.2015
(Caras Ionut Photography)

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