FILHA DE ALENTO


11017683_822336294481973_1375740020128957634_nFILHA DE ALENTO
Quão singelo
Este segredo da Partida
Rendido ao hálito do silêncio
Quando todas as guitarras trinam a apoteose da Despedida!

Ai, vestígios de maresia
Nos olhos daquela libertária peregrina
Com quem me cruzei
Em ápices de loucura
Remexendo ainda
Vida, no martírio de Hiroshima.

Que memorial te poderá conter o nome
Ó lauta sereia entre corais?

Terás sido tu a onda evocada
Marés de ternura
Em meu sangue
Ou o exílio da alegria
Abnegação de poesia parida
Em estilhaços de agonia?

Porém, como resplandeces nos olhos dos perdidos
Sempre beijando o pranto ao faminto!

Como é magnífica, tua nudez exposta
Aos escombros da miséria
Ó filha de alento!
Em todos os regressos
Cantando
Em todas as partidas
Sorrindo.

© Célia Moura, in “Enquanto Sangram As Rosas…”
(Eva Creel Photography)

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