Arena


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Escorre-me dos ombros
O sangue
Do cateterismo
Desta vossa vil cobiça
Sistema amaldiçoado
Vomitando vísceras
Ó atormentados,
Festejando farpas na arena
Do suplício!

Vossos cornos ferem
Meu vestido de organza
Minhas pérolas,
Minha infância com brincos de princesa
Nas orelhas,
Sois a infâmia de minha pátria
Ó bois etílicamente embriagados
E não há ninguém que vos leve
Ao matadouro
Porque vossa carne é venenosa,
Tão imunda quanto a obscenidade
Das vísceras que comeis a cru.

© Célia Moura, a publicar “Terra de Lavra”
(© Nicole Burton (parvana_photography))

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