PÓRTICOS SAGRADOS


10525953_728908143859677_6404941502385197233_nPÓRTICOS SAGRADOS
Tu, que és génio de ti mesmo
Que página da História
Te cantará,
Ó cabeça ardente
De mil folhas sequiosas de quimeras,
Entre lautos profetas sorridentes
Elaborados em tua Verdade
Ó poeta
Dos pórticos sagrados
Concebido
Em cada sinfonia!

Inspiração de ti mesmo,
Onde vais assim,
Embriaguez de alento
Que não cessas de findar,
Por aqui, por ali, por além!
Ó esquizofrenia histérica de qualquer coisa,
De cabeça ardente
Sempre a arder tão levianamente,
Ó génio de todos os génios por cantar!

Ai naufrágio,
Como eu,
Biliões de estrelas cadentes
Expostas ao firmamento
Em sua nudez redimidas,
Meu irmão de loucura,
Mendigo por todas as vielas manifesto,
Porque te não extingues
No fogo incensário de ti mesmo
Quando todas as víboras
Te cospem no rosto
A pobreza
Da insignificância que és!

Ai, irmão das insónias,
Consolação na maldição do absinto
Magnífico!

A noite me atraiçoa
E o álcool vislumbra,
Génio de outras eras,
Terno amigo!

Ai, génio
Que de génio te enjeitaram,
Antes embriaguez de seiva e absoluto,
Vida trôpega e maluca,
Porque te não cessaste
Ó génio mais génio que os homens,
Porque te não cessas agora, irmão bendito, ó magnífico,
Entre todos os pórticos sagrados?!

© Célia Moura, in “Enquanto Sangram As Rosas…” 08/11/2014
(Tommy Ingberg Photography)

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