Agosto


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Beijou-lhe os joelhos devagar
tocou-lhe o sexo com as pontas dos dedos
não fosse ele acordar.
Agarrou-a com força, e foi o suficiente
para que de seu coração um sorriso se arrancasse
ainda que oblíquo.

Faziam anos de casados.

Para ela nem um beijo,
nem um olhar de desejo.
Para ele
ela inteira que afinal era nada!

O véu que levara
fora emprestado
só o mar tinha sido verdade
e Agosto do ano em que poisavam
pardais nas pernas
permanecia real.

© Célia Moura poesia
(© Janet Rogerson Photography)

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