Na Retina


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Para onde vou, não sei!
De onde vim, tão pouco.

Deambulo entre as palavras e a coragem
Poesia ou estilhaços de prosa pelo chão.
Sinto momentos
Sinto facas rasgando a pele
E segredos…
Imagens de quem partiu e quebrou amarras.
Encerro gestos em cada vida que me ausenta
De ti, meu céu
Meu sangue, minha sinfonia…

Para onde deveria ir, não irei!
De onde vim, não sei!

Deambulo entre as núpcias e a partida de já não ser.
Encerro-me entre os poros e as lágrimas despertas
De coisa nenhuma.

Dilacero-me na penumbra de todos os momentos felizes
Que tuas mãos contemplam para lá do horizonte
Na retina dos olhos
Meu amor – abegnação.

A vida, trago-a de vinho
E azul
Chocolate em ebulição
Minha derradeira oração.

© Célia Moura, 27.VI.2015
(© Ilhan Marasli Photography)

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