Urge enxotar-te do meu corpo


535011_512223872194773_1749563311_nUrge enxotar-te do meu corpo,
Minha ânsia na berma da Loucura!

Retornar a mim,
Sacudindo-te dos meus seios de nenúfares,
Remoer a paixão na eternidade do silêncio
E das palavras que encerro em ti.

Urge a criança na berma da Ternura
E os gestos que te adivinho
Numa taça de licor
Percorrendo a melodia dos amantes resgatados.

Urge este espinho em meu corpo,
Este sémen,
Este vinho agreste,
Esta lucidez que me embriaga
Deambular descalça pela estrada
E sentir-me viva.

Urge enxotar-te do meu corpo,
Minha ânsia na berma da Loucura!

Retornar a mim,
Sacudindo-te dos meus seios de nenúfares,
Remoer a paixão na eternidade do silêncio
E das palavras que encerro em ti.

Urge a criança na berma da Ternura
E os gestos que te adivinho
Numa taça de licor
Percorrendo a melodia dos amantes resgatados.

Urge este espinho em meu corpo,
Este sémen,
Este vinho agreste,
Esta lucidez que me embriaga
Deambular descalça pela estrada
E sentir-me viva.

© Célia Moura – A publicar “No hálito de Afrodite”

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