Exorcizei-te no ranger das tábuas


11990530_888345664582590_2767245112557694076_nExorcizei-te no ranger das tábuas
Enquanto meus pais mordidos de paixão
Bailavam flamenco.

Sim
Minha sina é archote aceso
Artérias de seda fina
Com brocados de safiras
Veludo fresco
Como o vinho com que sacias
Esta fome de nós
Onde línguas se deliciam
Apaixonadamente
Tal qual o milho a palpitar na eira.

Exorcizei-te no sangue e na chama acesa
Para que os pardais permaneçam ninho e instinto
Para que o nevoeiro reconquiste o sol escondido.

© Célia Moura
(Imagem – “Google”)

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