ABNEGAÇÃO


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Genial, o poema que se desprende,
na terra, como fruto maduro da formosa haste,
para ascender ao firmamento
em oração de profeta!

Onde quero estender-me,
pelo condão de algo conseguido,
há sempre um rosto,
uma farsa de qualquer coisa…
Abdico!

Então, genial é o cântico entre lírios e jasmins evocado!

Concebida fui entre a sarça,
qual discípula em sacrifício vivo
numerando as estrelas.

Iniciada permaneço, entre a floresta e o deserto,
derramando subtis ausências,
ingénuas gargalhadas
por um chão de prata,
clamando-Te.

Geniais,
Tuas mãos,
meu grande amor, nas minhas ,
em sublimação amparando-me,
entre o Céu e as Trevas!

© Célia Moura (11/02/2013)
(Ilustração – Obra de Steve Richard)

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