Chocolate Aos Pedaços


12715606_939524156096519_5251145024643276055_nChocolate Aos Pedaços
Disseram-me sangue
E eu acreditei ser chocolate aos pedaços,
Entre um belo “bouquet” de rosas brancas.

Afinal, o cenário até era idêntico,
Não fossem as óbvias diferenças
E o negro dos meus cabelos que enfeitiçava quase tudo
Com excepção de mim mesma.

Disseram-me dor
E eu sorri,
Tal como se me tivessem dito alegria.

Isso era o que o meu grande amor faria sentir
Dentro do peito,
Alienação de estar ali
Junto ao altar de Deus contigo
Perdida e encontrada entre juras divinas
Promessas vãs ainda que para isso perdesse toda a minha vida.

Mas, ó meu amor, meu grande amor adorado,
Meu tango de madrugada pelas praças da cidade adormecida
Não creias em mim!

Não creias sequer que te possa algum dia ter amado assim,
Já que sou somente tela sombria, chocolate aos pedaços pelo chão
Entre um belo “bouquet” de rosas brancas, marfim
E perfeita alienação.

© Célia Moura, in “Enquanto Sangram As Rosas…”
(Fotografia – Desconheço a Autoria “Google”)

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