Revejo-te sempre


421997_326076910774583_937556013_n (1)Revejo-te sempre
Como uma vela branca acesa no meio do lago
Onde impera a Paz de toda a saudade,
Como um nome tão antigo
E tu
Iluminas-me de azul
Enquanto eu escancaro os portões da alma
Para de novo ver florir
O damasqueiro do jardim.

Prendo-te o sorriso,
Pois que estás no ventre de todos os dias,
Na Fé com que derramavas a semente à terra amada,
A mesma que te contém.
Guardo o suor do teu rosto,
Com o mesmo prazer com que acariciavas
A enxada, meu pai de adopção, meu amigo.

A vela branca continuará acesa,
Incansável,
Sem se extinguir,
Mas eu choro-te como um rio.

© Célia Moura (14/03/2012)

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