Meu oxigénio não passa desse umbral


11126922_810452199038604_4962827310510187639_nMeu oxigénio não passa desse umbral
Onde expandes espantalhos sorridentes
Embriagado no suave cântico das sereias
Rodopiando pelo deserto.

Alucinação?! Vertigem?!
Isso, gesticula a loucura,
Sai para fora de ti
Apocalíptica cirrose que te esfrangalha
O fígado.

Bebe veneno amor, bebe!
Ele te incendiará como um archote
Na escuridão
Ele te suplicará o poema eleito
Que não jaz no meu leito.

Adormeço no regaço de Ísis
Lambida do escárnio de teus espantalhos
Ao som das cordas partidas de um violino
Aquele que rasguei do teu peito.

© Célia Moura 08/04/2015
(© Tracy Parker Photography)

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