O SILÊNCIO DO GRITO


(c) “Google”

Ao sabor da rebeldia
que o tempo urge,
o meu grito é debruado
a silêncio…

e, invade o esplendor dos campos cobertos
de brancas flores.
Inunda o leito de ausência
em pranto,
até clamar ao céu,
a compaixão,
quando as sereias rodopiam derradeira solidão
no deserto areal.

Despidas permanecem,
de beleza inebriadas, porém emudecidas,
entre corais apaixonados,
resplandecendo êxtase nos corpos…
Um Amor maior, onde só o sossego dos olhos
poderá enaltecer a ternura,
na ferocidade das vagas que o mar revolto,
grita.

© Célia Moura – in “Vestida de Silêncio” – Ed 2000
(Imagem – “Google”)

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