Tombaram dilaceradas pétalas


(c) “Google”

Tombaram dilaceradas pétalas
de mentira
nos olhos ausentes
dos amantes.

Convoco-te
Dama de Prata!

Ergo meus braços cúmplices
ao misticismo silencioso
do teu reflexo.

Soam ecos brandos de ternura
na penumbra deste encontro.

Ide,
beijar os lábios,
ao meu amante!
Derrama tua luz de verdade
no seu peito.
Sê subtil!
Fá-lo regressar
em teu louvor!
Fá-lo honrar
o Amor Maior!

És Imaculada,
Dama de Prata.
Solitária,
num altar de estrelas,
és minha companheira
nesta noite de preces.

Iluminas de esmeraldas
os cabelos da ira.
Purificas as açucenas,
e emanas a paixão
em cascatas vibrantes
no sono
do meu amante.

© Célia Moura – in “Vestida De Silêncio” – Ed 2000
(Ilustração – Imagem “Google”)

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