NEGRAS TULIPAS


13507104_1323131004367000_2145452149788705667_nNEGRAS TULIPAS
Desvario total
Entre as palavras derramadas
Dos teus olhos,
Quando toda a beleza era minha,
Incendiando a alma das madrugadas
Nossas.

Num dia qualquer
Voltarei à casa das duas assoalhadas
Só para te rever sorridente
E eu …
Adormecida em teus braços.

Ainda hoje, a paixão me grita plena
A baloiçar tulipas no rosto
E os poemas desdobram-se incessantes nas tuas mãos
Esse poeta que foste.

Aquele que sôfrego me buscava
Em todas as searas,
Brincando com as papoilas adolescentes.

Porque me terás deixado, meu amor de puro cetim
Se hoje te tenho mais que antes?!

Talvez as palavras te doam mais, agora!

Não sei, ou talvez nem queira saber!

Porque haveria de me ferir mais ainda, se sou já chaga aberta?!

Apenas rodopio, remexo entre os poemas que me restam, meu amor de carmim.

Da minha alma
Está liberta a lava de um vulcão
Roçando brincos de princesa e negras tulipas.

© Célia Moura, “Enquanto Sangram As Rosas…” – Ed 2010

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