Estes longínquos campanários


campanários

(c) Campanário Ermida de Nossa Senhora do Ameal, ao pé do Choupal, junto à encosta de S. Vicente

Estes longínquos campanários
Ébrios de ausência,
São as vozes da infância
A renascer
Em transladados campos de mimosas doces.

E, é de noite
Que me saúdam boémias,
Vigilantes palavras
Numa aura de abandono,
Que não sei dizer.

© Célia Moura – in “Enquanto Sangram As Rosas…” (p. 65), 2010
(Ilustração – Campanário Ermida de Nossa Senhora do Ameal, ao pé do Choupal, junto à encosta de S. Vicente)

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