INSPIRAÇÃO DIVINA


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(c) “Google”

INSPIRAÇÃO DIVINA
Que dissertação poética
Me poderia doar a tua sublimada voz?

Que lautas mãos me poderiam embalar
A pena das mais belas palavras
Inscritas em todas as naus?

Ó inspiração Divina,
Vem sobre mim!

Anseio de novo as plumas e as pérolas!
Anseio as palavras sem nexo algum,
E o riso dos cravos branco
Pelos canteiros
Do meu quintal.

Anseio sim,
Pelos primeiros!

Rodopio na tua voz, incessantemente,
Ó magnânima serenata!

Não!
Não te presto devoção,
Pois que minhas asas de brocado tingidas
Levou-as o vento
Numa noite de Verão.

Mas,
Ó inspiração maior,
Declaro-te irmã, amiga… declaração de vida!

Que mais poderei declarar-te?

Não sei de que pranto me ergo, ou estendo
Qual magnífico lençol de linho,
Nem de que chorarão as rosas?

Que sei eu da poda?

E vós, de que tempos me conheceis?
De que Oceanos me adulterais?
Nada jamais saberei,
Minha irmã, minha amiga, minha mãe de segredo e castigo!

Ora por mim, ó rainha dos rouxinóis!
Parto para tão longe!
Vou rumo aos braços de um Amor maior.

© Célia Moura – in “Enquanto Sangram As Rosas…” (p. 56), 2010
(Ilustração – Imagem “Google”)

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