LA FOLIE


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Oui, c’est la folie!
Escancarada perante mim,
Plena como papoila de sangue num deserto!

Vou na poesia das pombas brancas,
Imaculadamente puras
Numa velha canção de embalar
Minha agonia a estrebuchar quimeras…
…sempre a sorrir, sempre a rebentar,
Vou como vaga deste mar,
Companheiro de todas as alvoradas.

Oui, c’est la folie!

Ai dores de parto que não sei!
Ai angústia de arcanjo esquecido
Em arrepios de seda!

Ai minha mãe,
Que pressinto toda a Dor do infinito,
Tem piedade de mim!

Vem de novo,
Como se me voltasses a dar à luz
E vela meu ser
Na cabeceira de todos os sentidos.
A filha que ganhaste,
E que a Lei do mundo inteiro arrebatou,
E tão cruelmente te tirou!

Adormece somente junto a mim.

C’est la folie!

© Célia Moura – in “Enquanto Sangram As Rosas…” Ed 2010  – 20/07/2011

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