MARIPOSAS LOUCAS


13417619_1317750038238430_6797502036908176989_nMARIPOSAS LOUCAS
Não quero mais mariposas
Em meu redor!

Trazem a falsidade do belo alvorecer.

São da noite!
Sou da noite!

Sim,
Sou, sem vergonha alguma!

Não desejo mais palavras de alguém!

São ocas…
… E alguém não existe!

Somente a Dor e esta minha alma sempre a cantar
A solidão em tom maior ou em tom menor!

Que me importa isso, dos tons!

Que se lixem os senhores dos tons!

Eu sou eu, tal como sou!
E sou absolutamente feliz, quanto louca!

Nada me demove,
Pouco me convence!

Dantes, era linda açucena entre cardos.
Hoje sou cardo, e não permito açucenas!

Não as reconheço mais!
Não as sinto, em meu corpo nu!

Nada quero, e tudo ambicionei!
Tudo me pertenceu, e nada tive!

Não me entendeis, pois não!?

Charmar-me-eis de louca?

Talvez tenhais razão!
Tende somente a dignidade de brandar, ou de cuspir,
No meu rosto de criança ainda,
Que pertenço decerto à Sra. D. Loucura,
Que por ela vivo,
Que por ela sangro!

© Célia Moura – in “Enquanto Sangram As Rosas…” – Ed 2010
(Ilustração – Imagem “Google”)

Anúncios

Deixar um comentário:

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s