Deixai


13507084_1323253454354755_3563819228308769362_nDeixai
em hibernação
as desfocadas sombras
nas paredes nuas,
engolindo rajadas de vendavais mudos!

Deixai
o sorriso inerte da esfinge
rastejar pelo deserto,
como escorpião buscando presa!

Deixai
a liberdade ser a fúria das enclausuradas palavras,
no grito do falcão!

Deixai-me
erguer ao céu,
o ouro dos tempos idos,
e rasgar sorrisos alienados,
nas maldições mascaradas
do focinho dúbio
das hienas!

© Célia Moura – in “Jardins Do Exílio” – Ed 2003 – 14/06/2016

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