Gaivota de asas mutiladas


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(c) “Google”

Gaivota
de asas mutiladas,
onde vais?

Que agonia te não consome ainda,
esse alento de voar,
no sopro da noite tão fria,
que impele teu peito desfeito
a rastejar?

Gaivota
de asas quebradas,
quem dera que,
por um instante te visse voar,
num rasgo pleno,
cruzando o horizonte do medo,
antes do alívio da morte
te consumar!

© Célia Moura – in “Jardins Do Exílio” (p. 30) –  2003

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