O RISO DAS HIENAS


13501729_1323294121017355_6161276789760139795_nO RISO DAS HIENAS
Trágicas,
as dúbias gargalhadas
das hienas possessas
em maldições sociais.

Mulheres a cacarejar paixões,
desembestadas nos vendavais,
por elas invocados,
libertas na clausura da loucura,
adulteradas
em dilúvios insanes,
são mamilos gretados,
à espera!

São carne arrebatada
na podridão das antigas máscaras
que deixam tombar,
no matadouro do mal,
e como vermes rastejam
pelo chão da cidade
na cegueira de as encontrar,
fervendo,
quais indomáveis bestas,
mordendo o sangue às libertárias sereias,
ousadamente sentadas nas fragas
que o mar deliciosarnente tece,
no cintilar das eras.

© Célia Moura – in “Jardins Do Exílio” – Ed 2003

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