Irmãos Poetas


11698844_852993651451125_5967329472193172428_nIrmãos Poetas
Irmãos amados
Peregrinos desta Era
Ergamos em uníssono nossas vozes
Como rúbeos cravos ao vento da criação!

Gritemos em hinos de silêncio:
– Liberdade, quão lauta és!
Celebremos a poesia nos olhos das crianças em festa!

Que nos importa o mundo
Se nos não entende!

Sejamos poetas loucos, sábios, trôpegos
Ou profetas desvairados
Somos decerto a alma florescendo Amor na incómoda verdade
Das palavras manifestas.

Amemos então
É a nossa condição!
Não passamos de um jardim suspenso
A brotar quimeras de Luz
Na alvorada dos sentidos.

Trazemos o sol, a chuva, o deserto
O tempo ameno
E até mesmo os vendavais,
Relâmpagos rasgando o céu estagnado
Do Absurdo.

Porém, sei que sou vossa
E que vós sois de mim!

Que mais nos importa?!

Cantemos, voemos para além dos mais arrojados montes
Em desertos, ou em alto mar
Mais um hino
Em estilhaços de poesia
E risonhos girassóis
Ou num enlace de fraternidade
Ao esplendor divino,
Pai de todos os poetas
E da humanidade.

© Célia Moura poesia (06/07/2015)
(© Sanghamitra Sarkar Photography)

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