Não me digam vozes


13438814_1017168221665445_5174729498704498797_nNão me digam vozes
que desconheço,
nem pérolas ou safiras
que não sinto.

Não me digam cardos
em vez de rosas,
nem palavras
que não ouço!

Não me digam esquecer,
quando não sei,
nem me rasguem a alma recém-nascida
no ventre da Alegria!

Não me digam Grito
porque não consigo,
nem me digam ódio
quando a serenidade é mãe!

Digam-me talvez desafio ou maré alta,
e eu direi espuma, vulcão
ou mera insubmissão,
nos contornos de uma nova criação
esculpida
no teu céu de luz,
na linguagem dos corpos.

© Célia Moura – in “Vestida De Silêncio” – Ed 2000
(Imagem – Shelby Robinson)

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