Poeta Maldita


13690795_1057221117695043_3328994959861028643_nPoeta Maldita
Ah mulher que nem bela és
Nasceste rainha e te proclamaram mendiga
Ambicionaste o mar, as chuvas
E ardeste no mais árido deserto
Atormentada por famintos escorpiões,
Desejaste paz e tiveste estilhaços de guerra
E um bisturi sempre apontado ao rosto!

Poeta renegada,
Enxotada
Poeta maldita!

Quanta sanidade existe na lucidez que mata!
Quanto veneno te dão a beber a cada instante!

Vai embora de todos os rios,
Fontes ou riachos,
Exila-te e resplandece no silêncio
Tão longinquamente quanto possível for esquecerem
A maldição do teu nome.

© Célia Moura, 13.VII.2016
(© Jürgen Holzwarth Photography)

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