ENLACE


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Num campo repleto de flores silvestres,
num deserto nu,
ou numa seara a despontar imensidão,
vejo-te sempre,
igual a ti mesmo,
indiferente à Luz maior que floresce
sobre as arestas do desespero,
alineado! …

… Por isso,
te abro o meu corpo,
adormecendo-te a dor a dor dos meus braços,
e no silêncio da mais longa noite,
embalando-te na foz do sentimento transbordante
de quimeras caídas dos olhos,
como folhas de Outono, exaustas
a dançar na estrada,
para que clames o infinito
no lançar das almas.

© Célia Moura – in “Jardins Do Exílio” – Ed 2003
(Imagem – “Google”)

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